Se alguém te perguntasse agora, do nada, “o que te faz feliz, em uma palavra só?”, você saberia responder na hora? Foi essa a primeira pergunta que o CASA fez para a comunidade Ibmec neste Setembro Amarelo. E não, não foi só curiosidade: as respostas viraram uma nuvem de palavras que serão divulgadas nas unidades. Então, se você cruzar com “música”, “família” ou “descanso” pipocando na tela entre uma aula e outra, saiba que é a sua turma falando.
Mas o que a gente quer mesmo é conversar com você sobre o resto da história, porque ouvir como você está de verdade importa mais do que qualquer campanha.
A rotina cobra um preço, e você não está sozinho sentindo isso
Entre a rotina de aulas, provas, estágio, trabalho em grupo e a pressão de já estar pensando no mercado, sobra pouco espaço para respirar. Ao mapear o que mais consome a energia mental dos estudantes por aqui, quatro temas apareceram de forma consistente:
- A sensação de estar sempre um passo atrás dos outros;
- A ansiedade com o futuro, com o “e se eu não conseguir”;
- Aquela voz interna (ou externa) cobrando perfeição, como se errar não fosse permitido;
- A culpa de descansar, como se parar fosse perda de tempo.
Se você se identifica com algum desses pontos, saiba que essa é uma experiência compartilhada por grande parte dos universitários. Nomear o que sentimos é o primeiro passo para lidar com a pressão de forma mais saudável.
O que te ajuda a respirar também conta
Na outra ponta da pesquisa, perguntamos como os alunos lidam com a pressão nos dias mais difíceis. A resposta mais recorrente foi simples: ouvir música, ver um filme ou resgatar um hobby. Em seguida, surgiram a convivência com amigos e família e a prática de atividades físicas.
Não existe fórmula única de autocuidado e bem-estar. Ainda assim, a pesquisa mostrou um padrão claro: relações sólidas, movimento do corpo e pausas intencionais são pilares fundamentais de sustentação nos momentos de sobrecarga. Diante disso, vale uma reflexão pessoal: o que tem funcionado para você ultimamente? Você tem se permitido esses momentos ou os deixa sempre para depois?
Falar sobre saúde mental não é frescura, é cuidado
O Setembro Amarelo nos convida a lembrar de algo essencial: falar abertamente sobre saúde mental previne crises e transforma ambientes. No contexto universitário, onde o ritmo acelerado muitas vezes se torna o padrão aceito, vale a reflexão sobre quando a exaustão deixa de ser um período passageiro e dão sinais de que algo precisa de atenção.
O cuidado com a saúde mental não precisa acontecer só quando chegamos ao limite. Trata-se de construir no dia a dia, o hábito de descansar sem culpa, reconhecer e respeitar os próprios limites e, principalmente, a abertura para pedir apoio quando necessário.
É para isso que o CASA existe: um espaço de escuta dentro do Ibmec, para qualquer aluno que precise conversar, seja num momento de crise, seja só para organizar a cabeça. Você não precisa esperar as coisas piorarem para procurar apoio.
Se você está passando por um momento difícil, não enfrenta isso sozinho.
Procure a CASA ou conte para alguém de confiança. Em caso de emergência, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias, pelo telefone 188, chat ou e-mail, em www.cvv.org.br.
Sua voz importa e, este mês, ela também virou palavra na tela.

